Em 2017 fazia planos para um 2018 cheio de festa e alegria. Além de comemorar 10 anos de casada, ia comemorar também os meus 40 anos, 2 números tão redondinhos pediam uma grande festa.

Mas ainda em 2017 mesmo junto ao Natal, recebemos uma notícia que abalou toda a estrutura familiar e que me fez sentir que afinal talvez não fosse um ano de festa.
Afinal como é que nos devemos sentir e que planos devemos fazer quando recebemos a notícia de que uma das pessoas mais importantes da nossa vida tem uma doença terminal?
Tentei sempre focar-me nas coisas positivas e pensar que o nosso organismo é muito inteligente e que pode sempre dar a volta por cima. Tentei viver um dia de cada vez, o aqui e agora. Procuramos soluções, falamos com os melhores médicos, fizemos tratamentos alternativos, compramos livros para procurar uma cura e demos muito amor e carinho, vivemos atentos, unidos e com amor.
No final de Julho deste ano chegava uma grande noticia, eu estava grávida. Fiquei radiante por todos os motivos e principalmente por o meu pai poder conhecer um filho meu. 
Quis o destino que assim não fosse e às 8 semanas tive um aborto espontâneo. Ainda com o meu corpo e a minha alma em recuperação recebo a noticia mais triste de sempre. O meu querido pai morreu. 

Não sei muito bem dizer como me levantei deste duro golpe, o mais duro de sempre, mas senti uma força maior que me fez ter uma lucidez como nunca tivera antes, e de cada vez que fechava os olhos tinha a imagem do meu pai a sorrir. Foi assim que ele viveu sempre e em todo o período em que esteve doente, bem disposto, sorridente, feliz e muito mimado, foi a isso que me agarrei, e é a isso que me quero agarrar, ao amor e à felicidade.
2018 também teve algumas coisas muito boas, o meu marido (meu melhor amigo, o meu mais que tudo)  lançou o seu primeiro livro, nasceu a nossa afilhada, e tive momentos em família (aqui também se incluem os amigos do coração) muito bons, divertidos, cheios de amor e carinho.
Apesar de ter tido o ano mais triste destes 40 anos que tanto quis festejar, também tive uma das maiores lições que pode aprender com o meu pai  durante a luta que ele travou e é com esta mensagem que quero terminar 2018 e aconchegar os corações que neste momento possam estar mais aflitos.
A vida é para ser vivida com maior leveza, independentemente das adversidades, todos os dias temos coisas bonitas que nos acontecem embora a maior parte das vezes estejamos mais focados em reclamar ou em cumprir tarefas. O amor e a gratidão são o caminho certo para encontrarmos respostas ou simplesmente aceitar. Jamais esquecer que a felicidade não é o destino mas sim a viagem. Desfrutem dela ao máximo porque não existe bilhete de volta. 

Que 2019 vos traga muita paz, amor e gratidão

E assim foi o meu 2018...

by on segunda-feira, dezembro 31, 2018
Em 2017 fazia planos para um 2018 cheio de festa e alegria. Além de comemorar 10 anos de casada, ia comemorar também os meus 40 anos, 2 núme...