Dia 1 de Maio - um dia bizarro





Ontem estive ausente. Não por ter ido para alguma MANIF,  também não passei o dia no Pingo Doce e não, não estive a trabalhar. Estive na maternidade porque já nasceu o bebe G... Parabéns aos Papas é um bebe muito lindo.
E já agora falando do Pingo Doce, confesso que fui até lá, escolhi uma loja perto de casa e que habitualmente é calma, cheguei lá por volta das 11h, tive estacionamento à porta e esfreguei as mãos a pensar num carrinho cheio de coisas a 50%... quando entrei na loja não queria acreditar, o horror a tragédia e o caos completo pairavam por ali, e que eu tenha conhecimento em todos os PD do país. A imagem que fiquei foi de guerra, garrafas de calda de tomate partidas no chão, corredores bloqueados com carrinhos cheios de produtos em forma de pirâmides que se afilavam para uma espera mínima de 3 horas, pessoas que gritavam de uma ponta para a outra, bacalhaus voadores, embalagens de massas espalhadas pelo chão, prateleiras vazias.
Bom, estou exausta só de recordar esta imagem. E não sei quando voltar ao PD, o trauma foi muito grande e reviver estas emoções novamente pode não ser aconselhavél.

Hoje o tema com algumas colegas de trabalho foi sem dúvida o Pingo Doce, então vou deixar aqui alguns relatos deste bonito mundo selvagem.

Então passo a citar:
  • Pessoas descontroladas a discutir por causa de um cesto, quase que se viravam à "porrada", pelo que sei houve quem chegasse mesmo a vias de facto.
  • Pessoas que "roubavam" produtos dos carros de outras pessoas.
  • No Pingo Doce do Fórum Sintra havia quem fizesse compras com carrinhos do MINIPREÇO.
  • Em outras lojas havia quem fizesse compras para dentro daqueles cestos de verga que estão na secção dos frescos, onde eles colocam as frutas e outros produtos para exposição.
  • Também houve quem levasse de casa malas de viagem para depois encherem com os produtos.
  • Quando os empregados chegavam com os carros para repor, os clientes encarregavam-se de fazer desaparecer toda a mercadoria.
Um sem numero de coisas bizarras.
Que ainda existe muita falta de civismo não há dúvida, se para fazer umas compras existe este caos eu não quero imaginar um cenário verdadeiramente trágico...

E já agora conheço pessoas que conseguiram fazer as suas compras com ordem calma e educação, não precisaram de fazer nada de bizarro.
Não, não fui eu, tive pouca sorte ou tenho pouca paciência, ainda me estou a debruçar sobre este assunto, dei meia volta e sai.

Hoje no jornal da noite a Jerónimo Martins disse que o que fez não é ilegal {e ainda bem para todos}, e que vão voltar a fazer acções deste género ainda este ano {acho-os muito optimistas}. Estou mesmo a ver que da próxima vez vão se montar campos de batalha de véspera.

4 comentários:

SoftAninhas disse...

Antes de mais um big Parabéns aos papás e ao novo tuga... Para a próxima "invasão" já vai poder ajudar os papas a arranjar papinha para ele com 50% de desconto.
Realmente é impressionante a loucura das pessoas... Ainda bem que não soube de nada pois assim nem tive qualquer ideia de ir perder tempo para lá... Pois eu faria o mesmo...virava costas e ia embora. Nada compensa todo aquele stress por que se tem de passar. Mas acredito que deve ser uma imagem única que ficará para sempre contigo :P. Enfim...só espero que se houver mais iniciativas destas as coisas sejam um pouco mais controladas ou então não façam

Moca disse...

SoftAninhas ainda bem que não foste :)
Eu já imagino como será a próxima iniciativa PD, deve ser com tendas montadas de vespera e tudo.
Sei de pessoas que estiveram lá desde as 16h até às 22h, acho que é um dia bem passado e o mais engraçado é que a maior parte das prateleiras estavam vazias.
lol

Nieta disse...

Eu estou dividida !!
Por um lado não sei se tinha paciência para estar tanto tempo numa fila/bicha :P
Por outro, acho que 50% de desconto deve dar imenso jeito !!

Até fiquei a pensar ... se acontece uma catástrofe nacional, como vamos reagir?

Moca disse...

Nieta concordo consigo quando diz que dá imenso jeito, mas o tempo é tão precioso que passa-lo horas a fio numa autentica guerra de produtos seria um massacre, respeito quem fez as compras e conseguiu poupar, mas por vezes poupar não é para todos.
À medida que o tempo vai passando há mais uma história bizarra que se houve do dia 1 de Maio de 2012, a mãe de uma amiga estava na fila e à frente dela estava uma senhora a pagar, quando a empregada finaliza a conta e diz que são cento e tal euros, a senhora diz que não tem dinheiro que chegue no banco e começa a escolher produtos para deixar. Como esta deve haver muitas histórias e familias que compraram mais do que poderam.